Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 14/08/2020
Cibercondria é a busca excessiva por esclarecimento acerca de uma patologia ou uma possível patologia feita na internet. A partir disso, sendo a internet um local onde qualquer dado ou informação pode ser inserido faz com que os indivíduos acabem encontrando seus sintomas e possíveis medicamentos. Nesse sentido, a falta de hospitais e de profissionais nos postos de saúde, atrelado a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação que vão desde dependência até diversas psicopatologias, agem como impulsionadores desta problemática. A priori, a falta de hospitais e de profissionais especializados nos postos de saúde faz com que as pessoas acabem optando pela busca da sua doença na internet e, se automedicando. Nesse segmento, segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de forma que o equilíbrio seja obtido em sociedade. No entanto, dados do G1 mostram que mais de 60% dos hospitais brasileiros estão sempre superlotados, sem leitos e faltam médicos.
Demonstra-se assim, que esse ideal aristotélico não é visto na prática e a problemática persiste ligada a realidade do país. A posteriori, a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação influenciam na ocorrência da cibercondria. Haja vista que, segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, repleta de generalidade, exterioridade e coercitividade. Nesse sentido, dados do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros. E, realizam essa prática por influência da internet e dos familiares.