Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/08/2020

Existem pessoas que não se atentam a possíveis problemas de saúde e ignoram alguns sintomas e dores. Em contrapartida, existem os hipocondríacos, essas pessoas acreditam que tem problemas médicos graves mesmo sem uma constatação após exames. É comum a essas pessoas fazerem pesquisas no Google para se “consultar”, isso cria na cabeça desses indivíduos a ideia de que estão com uma  grave doença.

Ao pesquisar na internet os sintomas que estão sentindo, os indivíduos são levados a crer que sintomas simples sejam de uma grave doença. Esse pensamento os leva a fazer uso de medicamento sem recomendação médica, o que pode gerar problemas de saúde reais, ou simplesmente não fazer efeito. O oposto também acontece, uma pessoa com uma doença que precisa de tratamento faz uma pesquisa e passa a crer que não é nada grave, não indo ao médico, o que agrava sua situação.

Não são apenas os hipocondríacos que fazem uso de medicamentos sem prescrição médica, a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos segundo uma pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico).

O auto medicamento deve ser parado, mas para isso medidas devem ser tomadas. Muitos se auto medicam porque não tem acesso rápido a um profissional da saúde, ou seja, deve-se investir em hospitais públicos em áreas mais remotas com um bom atendimento. Sendo assim, a população ao redor poderia se consultar entes de fazer uso de qualquer medicamento.