Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 19/08/2020
“Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem.” Frase dita pelo filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Nesse sentido, a problemática da cibercondria, prática que leva o indivíduo a realizar um autodiagnóstico da sua saúde com a ajuda da interne, algo bastante visto no cotidiano e que passa despercebido pelo governo e para profissionais de tal âmbito como médicos, farmacêuticos entre outro, com isso há um reforço para tal prática.
Atualmente, é possível, por exemplo, verificar resultados de exames de sangue no endereço eletrônico do laboratório ou acessar sites sobre saúde mental e de planos de saúde sem sair de casa, fazendo com que as pessoas ignorem conselhos e diagnósticos médicos, tendo em mente que a tecnologia tem um conhecimento maior que o ser humano, então ingere-se medicamentos desnecessários, e contribui-se para o aumento de falsos tratamentos.
Ademais, de acordo com a pesquisa feita pelo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico). A automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos, por meios de sites não confiáveis ou por sofrerem de hipocondria, fazendo com que pensem que estejam com sintomas, que majoritariamente das vezes não são reais.
Em suma, é necessária a conscientização das pessoas com as pesquisas feitas em sites duvidosos, precisam ser combatidos com uma maior interferência do governo no âmbito tecnológico, acompanhamento psicológico para tais pessoas que convivem com tal distúrbio e maior investimento nas escolas, para que profissionais qualificados possa ensinar para os jovens a importância de tal assunto. Para que um dia o pensamento de Zygmunt possa ser compartilhando e eficaz no Brasil e no mundo.