Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 19/08/2020
“O Brasil não tem povo, tem público”, disse Lima Barreto, crítico arguto da nossa República. Sob esse mesmo viés pode-se afirmar que há muito alarde, mas pouco se faz para resolver questões urgentes como é a doença da era digital, cibercondria. Neste contexto, não há dúvida de que combater essa problemática é um desafio que se deve a falta de hospitais e de profissionais em postos de saúde públicos e a automedicação, podendo piorar a doença.
Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de forma que o equilíbrio seja obtido pela sociedade. No entanto, dados do G1 mostram que mais de 75% dos hospitais brasileiros estão superlotados, com falta de equipamentos, leitos e médicos. Demonstra-se assim, que esse ideal de Aristóteles não é visto na prática e a problemática persiste ligada a realidade do país, ainda mais em meio de uma pandemia local.
Conforme pesquisa do Instituto de Pós graduação para Profissionais do mercado de trabalho, aproximadamente 85% dos brasileiros tomam medicamentos por conta própria. Entretanto, acabam utilizando remédios de maneira errada, ou sem necessidade, baseando-se em diagnóstico não seguros e não concretos da internet. Dessa forma, fazendo que a doença piore e trazendo problemas para o corpo, como mal estar e dor de cabeça.
Sendo assim, para se atenuar essa problemática é necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da saúde invista na construção e formação de profissionais da área da saúde. Ademais, disponibilizar palestras, campanhas e rodas de conversas, para sensibilizar a população local dos malefécios de se automedicar. Portanto iriam começar a buscar mais atendimentos em hospitais e postos de saúde públicos, ao invés de acabarem buscando opções onlines e realizando um autodiagnóstico.