Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/08/2020

O disparo e avanço da era digital é surpreendente. A comunicação, estudo, trabalho, informação e entretenimento chegam de forma rápida e com muitas opções de consultas nas residências, contudo muitas informações podem ser compatíveis como muitas não podem. A cibercondria, por exemplo, é quando uma pessoa de forma compulsiva examina a internet, buscando diagnósticos para sintomas que apresenta. Esse problema gera consequências para a sociedade fascinada por conteúdos na internet e com ele surge também desafios que um país precisará enfrentar.

De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, 77% dos brasileiros realizam a automedicação. Cerca de 48% dos medicamentos consumidos sem nenhuma prescrição médica são analgésicos, segundo o Instituto de Pesquisa e Pós  Graduação do Mercado Farmacêutico. Tudo isso é de extremo risco para a saúde humana, pode-se provocar intoxicações, efeitos colaterais, doenças graves ou até levar ao óbito. Além disso muita gente se torna prisioneiro do mundo digital, ficando isolado, retraído e anti social. Por isso que nesses casos é indispensável o acompanhamento com psicólogos ou psiquiatras para que seja tratada de forma séria e eficaz.

O Brasil enfrenta muitos desafios com a cibercondria no cotidiano, por exemplo, os diversos planos de saúde existentes no país não são  tão baratos e nem todas as pessoas tem condições financeiras para pagar, procurando o Dr Google. A valorização do profissional também entra no jogo, muitas vezes há comparações com o diagnóstico do médico qualificado com a notícia de um site, apresentando indagações do paciente. Longas filas e as condições  de hospitais públicos brasileiros contribuem para as pessoas  recorrerem as telas do celular. O que a sociedade precisa entender é que nem rudo o que está na internet é verídico e que não se pode brincar com a saúde.

Saber filtrar as milhares de informações que aparecem nas mídias é necessário, a internet é um meio importante, todavia não é a solução de tudo. O diálogo com as  crianças pelos responsáveis é primordial, alertando sobre as altas informações que o mundo digital trás. Projetos de conscientização nas escolas, universidades e empresas disseminando o conceito e os perigos pode atingir um grande número de indivíduos. As empresas como Google, por exemplo, executaria de uma forma que dê para filtrar os conteúdos saudáveis. Sempre é bom ressaltar que não se brinca com saúde, sendo ela crucial para todos os seres humanos.