Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 20/08/2020

‘‘Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.’’ - A frase de J. Krishnamurti, filósofo indiano, demonstra à relação dos usuários com o uso efetivamente da internet e das redes sociais em meados do século XXI. Nesse contexto, o problema da cibercondria é o incentivo da realização do autodiagnóstico do indivíduo, utilizando informações da internet sem a conscientização do risco. Assim, é correto afirmar, que o Estado com sua péssima condição administrativa, além da intolerância da população moderna, colaboram com a efetuação desse problema.

De acordo, com pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), feita em setembro de 2019. Revela que a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos, em 129 municípios das cinco regiões do país. Por consequência, da dificuldade em realizar consultas no precário Sistema Único de Saúde (SUS), a maioria dos usuários do serviço recorre à web para sanar dúvidas em fontes questionáveis e, ao realizar um diagnóstico amador, coloca sua saúde em risco. Dessa forma, a internet amplia o já perigoso conceito de ‘‘automedicação’’ para algo tão nocivo quanto: a possibilidade de qualquer sujeito exercer o papel de um especialista da saúde.

Ademais, à medida que o Governo trabalha insuficientemente em políticas que facilitem o acesso da população à saúde pública e a médicos especialistas, tornando, o Estado, de modo irresponsável, parte do problema.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Saúde, ao Governo a enfatizar as situações de riscos da automedicação por meio da internet, oferecendo palestras, debates, campanhas em jornais e redes sociais acentuando a necessidade do uso de um diagnóstico físico, com a presença de médicos especialistas, como dermatologistas e ginecologistas, nos postos de saúde. Tal medida facilitará o acesso da população a esses profissionais e, consequentemente, reduzirá as buscas perigosas na web.