Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/08/2020

Com a nova era digital, o homem procura ferramentas para auxiliar em seu trabalho, substituindo muitos outros serviços. Nesse cenário, a internet

atua como simplificadora, trazendo informações rápidas e de fácil acesso. Porém, nem tudo que nós pesquisamos pode ser válido e legítimo, e isso pode se tornar um grande pesadelo para aqueles que são mais ansiosos por natureza e que já sofrem muito com a hipocondria, o acesso a centenas de informações pode acarretar ainda mais adversidades.

Além disso, as pessoas com ansiedade sobre a saúde, esta preocupação pode desenvolver-se ao ponto de se tornar só por si um problema de saúde. É indiscutível que a informação sobre saúde e doença se tornou mais disponível e de fácil acesso, desde que a internet se tornou algo essencial em todos os lares. Porém, o acesso a informação muito detalhada sobre doenças, algumas delas com gravidade, mas também raras, pode agravar o estado das pessoas com alguma propensão para a ansiedade sobre saúde.

Em 2008, um estudo de Ryen White e Eric Horvitz publicado no Journal da Association for Computing Machinery’s Transactions on Information Systems (ou TOIS), referiu-se à cibercondria como: “O aumento infundado da preocupação sobre a sintomatologia, baseada na revisão dos resultados de pesquisa e literatura na Web.” Desse modo as pessoas que procuram sintomas comuns podem ser confrontadas com conteúdo sobre doenças graves que causam alarme, não sendo este conteúdo fornecido com informação suficiente sobre a hipótese destas doenças graves estarem presentes ou a possibilidade dos sintomas terem uma causa benigna.

Em virtude dos fatos mencionados, Muitos pacientes dão início a uma verdadeira peregrinação por consultórios médicos e hospitais, desenvolvendo agora certas adversidades econômicas, como ter que pagar por exames e médicos especialistas mais caros, em sua tentativa desesperada de “confirmar” seu diagnóstico. Como resultado final, os profissionais de saúde acabam por encontrar alguns pacientes que sabem mais de suas patologias do que eles mesmos, que estudaram anos para isso, o que dificulta a criação de um bom vínculo de confiança entre profissional e paciente.