Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/08/2020

O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein,propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a cibercondria afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pela dependência da internet, seja pela automedicação, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

A dependência da internet pode ser considerada uma doença que pode ser tão perigosa quanto a dependência química, o vício pela internet compromete as atividades do cotidiano e põe em risco a saúde do internauta. Pois, o problema afeta cada vez mais os jovens, principais usuários da rede.

A automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. Acesso fácil é um dos motivos do uso indiscriminado de medicamentos no Brasil. O índice de quem admite tomar remédios sem receita chega a 91% na faixa etária de 25 a 34 anos.

Fica evidente, portanto, que ações são necessárias para mudar essa situação. Para que isso aconteça, o Ministério da Saúde, por meio de um Plano Nacional de Combate á Cibercondria, deve determinar a presença de médicos nos postos de saúde. Tal medida facilitará o acesso da população a esses profissionais e, consequentemente reduzirá as buscas perigosas na web.