Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 14/08/2020
A cibercondria é a busca excessiva na internet por explicações sobre uma possível patologia. Consequentemente, como a internet é um local onde qualquer dado ou informação pode ser inserido, as pessoas acabam encontrando sintomas e possíveis medicamentos. Nesse sentido, a falta de hospitais e especialistas nas unidades de saúde, aliada à falta de palestras explicando as consequências da automedicação, desde a dependência às diversas psicopatologias, são o motor desse problema.
Em primeiro lugar, é ingênuo acreditar que o governo não é culpado pelas práticas arriscadas da cibercondria. Desse ponto de vista, o Estado, por sua vez, está se tornando parte do problema de forma irresponsável, pois não tem sucesso suficiente nas políticas que facilitem o acesso da população à saúde pública e aos médicos especializados. Portanto, devido à dificuldade de consulta no instável sistema único de saúde, alguns usuários do serviço utilizam a web para tirar dúvidas de fontes suspeitas e colocar sua saúde em risco durante o diagnóstico amador. Portanto, a Internet expandiu o já perigoso conceito de “automedicação” em algo prejudicial: qualquer pessoa pode fazer o papel de um especialista em saúde. De acordo com matéria publicada no portal UOL em abril de 2018, pode-se comprovar que 37% dos brasileiros que usam a rede estudaram os sintomas e contraíram a doença que suspeitavam ter na época.
Em segundo lugar, não há dúvida de que a atitude ansiosa de uma parte da sociedade está contribuindo para o impasse. É claro que a cibercondria está impulsionando pelo ritmo acelerado do mundo moderno, que afeta vários aspectos da vida do indivíduo, incluindo a forma como ele lida com a própria saúde. Portanto, por falta de tempo, ou mesmo medo, o sujeito encontra uma saída rápida na internet, uma espécie de consulta imediata.
Portanto, medidas são necessárias para resolver no impasse. Com o apoio do Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Cibercondria, deve determinar a presença de médicos especialistas, como dermatologistas e ginecologistas, nas unidades de saúde. Essa solução tornará mais fácil para as pessoas acessarem esses especialistas e, assim, reduzirá pesquisas perigosas na web. Além disso, esse plano deve incluir atividades que promovam o bem-estar nas escolas e faculdades, como yoga, o que reduzirá os níveis de estresse.