Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 18/08/2020
A era atual é, por muitos, chamada de Era Digital, e com razão. Dificilmente encontra-se coisas e/ou pessoas não dependentes dos aparelhos eletrônicos nos dias de hoje, isso porque, desde que nascem, muitas crianças já são ligadas a estes aparelhos, o que pode, aliás, ser muitíssimo prejudicial para elas. Entretanto, isso também trás prejuízos para os mais velhos, e entre estes prejuízos podemos citar a cibercondria. Mas o que é a cibercondria? Segundo o g1, quem possui cibercondria busca informações com muita frequência sobre sintomas e doenças na Internet, e, por constatar similaridades, cometem equívocos ao se autodiagnosticarem e medicarem, botando a si mesmos em risco.
Como confirmação da problemática citada acima, temos uma pesquisa com mais de 500 participantes feita pela AMIA Aimpósio Anual em 2009, que mostra que 80% dos adultos americanos já buscaram informações de saúde online, contudo, 75% deles não verificou se a informação era segura. Com isso, muitos acabam por acreditar cegamente, pensar que seus sintomas são de algo grave, quando na verdade tem algo leve ou não tão grave assim. Além disso há gastos desnecessários com medicamentos e consultas médicas, graças a ação do psicológico em criar sintomas quando na verdade não o temos.
Além disso, este mesmo estudo da AMIA Aimpósio diz que o aumento da ansiedade com base em pesquisas na internet aumentou em uma de cada cinco das 500 pessoas que participaram da pesquisa, além de ter aumentado a ansiedade em duas de cada cinco. Em suma, a cibercondria apenas trás prejuízos à população, não só do Brasil ou da América Latina, mas de todo o mundo. Infelizmente, poucas pessoas tem conhecimento a respeito da exitência da cibercondria ou acreditam em tudo o que encontram na internet, muitas vezes caindo em notícias, recomendações e ademais falsos. Há ainda o perigo da automedicação.
Dito isto, é de responsabilidade do governo, junto a saúde e o ensino público, promover palestras conscientizantes nas escolas e faculdades, locais de trabalho, entre outros. É de suma importância a disponibilização de cartilhas e pôsteres em hospitais, clínicas e pelas ruas falando a respeito da cibercondria, buscando informar e alertar a respeito dos perigos que acompanham esta problemática. Fora alertar sobre a cibercondria, dev-se também ressaltar os prejuízos da automedicação e autodiagnóstico.