Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/08/2020

Com as inovações tecnológicas a disponibilidade de acessar informações sobre conteúdos diversos pela internet vem sendo cada vez mais presente. Entretanto por conta da fácil acessibilidade a tais informações a cibercondria (indivíduos que acreditam possuir uma doença, mesmo sem nenhuma evidência médica) se tornou a doença da era digital.Sendo assim,o autodiagnostico e a automedicação via internet são problemas a serem resolvidos, e podem trazer consequências graves ao indivíduo.

De início, pode se mencionar que o autodiagnostico pode acarretar ansiedade e preocupação desnecessária, visto que o indivíduo analisa seus sintomas por si mesmo ao em vez de procurar ajuda de um profissional qualificado e experiente no assunto. A reportagem do site “Business Insider” diz que em setembro, pesquisadores do Imperial College de Londres estimaram que as idas a clínicas hospitalares por conta de ansiedades ​​induzidas pela Internet custaram ao Instituto Nacional de Saúde britânico 420 milhões de libras por ano apenas em consultas.Desta maneira, o indivíduo estará sempre frustrado já que não encontra resultado em seus devidos “tratamentos”.

A automedicação em sua maioria pode resultar no contrário do desejado, como o agravamento da enfermidade, outros problemas de saúde e compulsividade do paciente em adquirir remédios com frequência.De acordo com pesquisas internas do Google, 61% dos americanos adultos buscam informações de saúde.Logo,pessoas que se automedicam possuem grande chance de terem problemas maiores do que sua real enfermidade.

Portanto, é evidente que os problemas sobre cibercondria precisam ser resolvidos. Em virtude dos fatos mencionados,  o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais,deve criar campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que incentive a procura de médicos e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde, sugerindo ao telespectador criar o hábito de ingerir apenas remédios receitados e não se autodiagnosticar.