Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 19/08/2020
No filme americano “As férias da minha vida” é retratada a vida de Georgia, uma vendedora cheia de sonhos que é diagnosticada com uma doença terminal. Diante disso, ela resolve viajar para aproveitar seus últimos dias de vida, porém mal sabia que se tratava de um diagnóstico falso, pois a máquina do exame estava quebrada e fez com que o resultado fosse errôneo. Mas na vida real, fora de uma ficção as pessoas têm sido vítimas de uma doença da era digital que muitas vezes fornece informações equivocadas, a cibercondria.
Com a revolução tecnológica, se tornou muito fácil o acesso a todos os tipos de informações. O excesso de informação acaba prejudicando a saúde, de modo que as pessoas estão se automedicando e se autodiagnosticando através de uma simples pesquisa pela internet. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a cibercondria é um tema que vem sendo bastante debatido no Brasil atualmente, visto que 40% da população brasileira fazem autodiagnósticos médicos pela internet. Esses são dados do Instituto de Ciência Tecnologia de Qualidade (ICTQ), constatado em 2018.
Em síntese, é mister que a orientação e as leis podem amenizar o quadro atual. Para a minimização dos problemas decorrentes, urge que o Ministério da Saúde(MS) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que incentive a procura de médicos e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde, sugerindo ao telespectador criar o hábito de ingerir apenas remédios receitados e não utilizar a internet para serviços clínicos. Somente assim será possível diminuir a automedicação, além de promover a área da saúde.