Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 20/08/2020
‘‘Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente". A frase de J. Krishnamurti, filósofo indiano, muito tem a ver com as relações entre indivíduo, saúde e a era digital em que todos estão inseridos nesse início do século XXI. Nesse sentido, a problemática da cibercondria, deploravelmente perceptível no cotidiano, instiga a sociedade a refletir sobre os desafios do combate à questão. Assim, é válido afirmar que o Estado, com sua ineficiência administrativa, além da conduta imediatista de parte da sociedade moderna, colaboram para a perpetuação desse problema.
Nesse contexto, é preciso ressaltar que a pressa pela informação se configura como agravante dessa problemática. Fato é que devido à essa ideologia, a qualidade da informação se torna menos importante que a velocidade de resposta, aumentando assim os números relacionados a essa nova enfermidade. Essa explicação encontra respaldo filosófico em Jean Jacques Rousseau, ao dizer que “a paciência é amarga, mas o seu fruto é doce.”. Logo, é evidente que esperar uma resposta mais segura de um médico pode evitar muitos enganos gerados por falsas informações encontradas em sites da Internet.
A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados na cibercondria. Portanto, a população deve tratar de situações como está exclusivamente com seu médico de confiança, por intermédio das redes sociais, que em tempos de Pandemia é o caminho mais fácil de recorrer a uma pessoa sem a necessidade de manter contato pessoal. Como resultado dessa nova perspectiva, ocorrerá uma grande queda nos números dessa doença e trazendo assim a paz de não se preocupar com doenças inventadas e a paz de saber da melhor forma como está sua saúde sem nem mesmo sair de casa.