Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/08/2020

Pesquisas e consultas através de recursos na internet sobre sintomas pessoais estão cada vez mais frequentes. A cibercondria tornou-se uma das doenças da era tecnológica, fazendo com que os indivíduos recorram a condutas indevidas, como o uso descontrolado de substâncias nocivas á saúde. Nesse sentido, pode-se relacionar tal mal á buscas em redes de informações ao invés de consultar um especialista, uma vez que a internet trás maior rapidez. Desta forma, essa problemática contemporânea fez-se preocupante, visto que prejudica o bem-estar social.

Em primeiro plano, mais da metade de brasileiros possuem acesso a internet e todas as informações que esta apresenta. Assim, conseguem produzir o próprio diagnóstico, de maneira incorreta. Logo, essa pratica pode trazer diversos prejuízos, como o aumento dos níveis de ansiedade do individuo, que acredita estar com alguma doença, ou até mesmo a piora das condições de saúde, já que muitos usam erroneamente os medicamentos pesquisados justamente por não possuírem conhecimento sobre tal sintoma sentido e remédio ingerido.

Outrossim, uma pesquisa realizada em 2019 pelo Conselho Federal de Farmácia mostra que 77% dos brasileiros têm como hábito comum a automedicação, fato grave visto que é uma vasta quantidade da população. Para mais, de acordo com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) o uso de medicamentos atende pela maior parte de casos de intoxicação.

Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Poder Legislativo criar leis que permitam a compra de qualquer medicamento em farmácias apenas quando o sujeito apresentar receitas medicas, adquiridas em postos de saúde ou em hospitais. Caso contrário, a compra não poderá ser autorizada, e se permitida mesmo sem a receita necessária, o estabelecimento deverá receber devida multa. Desta maneira, espera-se ter o controle de medicamentos comprados, bem como a forma correta de ingeri-los, para que então a automedicação seja reduzida e o bem-estar ampliado.