Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 14/08/2020

Com a revolução tecnológica, se tornou muito fácil o acesso a todos os tipos de informações. O excesso de informação acaba prejudicando a saúde, de modo que as pessoas estão se automedicando e se autodiagnosticando através de uma simples pesquisa pela internet. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a cibercondria é um tema que vem sendo bastante debatido no Brasil atualmente, visto que 40% da população brasileira fazem autodiagnósticos médicos pela internet. Esses são dados do Instituto de Ciência Tecnologia de Qualidade (ICTQ), constatado em 2018. É importante considerar também que as informações médicas, prescrevidas pelo google, são equivocadas, onde uma simples dor no estômago vira um câncer. Isso acontece devido a mau uso de informações, onde ir ao médico pode ser substituído por uma busca na internet. Fica evidente, portanto, que o Ministério da Saúde deve elaborar sites desenvolvidos por médicos, que contenham informações sobre saúde e tratamento de doenças . E que principalmente estimule o leitor a marcar consultas e não se autodiagnosticar.

Outrossim, leis quando cumpridas pelas instituições podem salvar muitas vidas. Todavia, elas não são praticas pelos cidadão e nem fiscalizadas para verificar a execução de forma verídica pelos estabelecimentos que vendem drogas na maioria das vezes sem a receita medica, levando o consumidor a não procurar ajuda de um especialista para tratar as enfermidades tomando como verdade o que foi pesquisado pelo Google. Portanto, o uso indiscriminado de substâncias sem prescrição como é retratado na séria “Dr. House”, não deve ocorrer na sociedade devido aos riscos que expõe o usuário ao utilizar dessa forma. Em síntese, é mister que a orientação e as leis podem amenizar o quadro atual. Para a minimização dos problemas decorrentes, urge que o Ministério da Saúde(MS) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que incentive a procura de médicos e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde, sugerindo ao telespectador criar o hábito de ingerir apenas remédios receitados e não utilizar a internet para serviços clínicos. Somente assim será possível diminuir a automedicação, além de promover a área da saúde.