Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 19/08/2020
Ao primeiro sintoma de algum mal-estar, frequentemente consultamos a internet em busca de diagnósticos. Contudo, o que está por trás deste simples procedimento, quando comum, pode ser, na verdade, cibercondria. Um problema psicológico que faz a pessoa acreditar que está sempre doente. Chega a ter alguns sintomas e muitas vezes se auto medica. É praticamente impossível achar alguém que nunca tenha feito isso.
“Dr. Google”, como vem sendo chamado, não tem formação em medicina, todavia o índice de brasileiros que buscam a como primeira fonte de informação em casos de problemas de saúde já chega próximo ao dos que buscam imediatamente um médico. São 26% que têm o mecanismo de busca como primeira opção, contra 35% que recorrem a um médico. A alta também foi maior do que a média de buscas em outras categorias dentro do Brasil. Enquanto as pesquisas de saúde cresceram 17,3%, as de cuidados com cabelos aumentou apenas 3% e as de maquiagem caíram 4%.
Embora a medida possa trazer vantagens afinal, um paciente que demonstra preocupação com seu estado de saúde tem mais chances de buscar ajuda médica precocemente e aumentar as chances de cura, no caso de um problema. Em geral, o comportamento tem mais aspectos negativos, o perigo destes comportamentos, com o sentido de substituir orientação médica, leva-os a acreditar em tudo que leem, tornando-os mais confusos, ansiosos. Isto sem falar da automedicação, outra consequência que pode trazer sérios malefícios.
Em virtude dos fatos, o primeiro passo para evitar que a cibercondria comprometa o diagnóstico e o tratamento é que o médico esclareça, em tom amigável, as informações com clareza e segurança, colocando-se sempre à disposição para o esclarecimento de qualquer dúvida e lembrando-o de que ele deve seguir o tratamento exatamente como prescrito.