Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 08/09/2020

A 4ª Revolução Industrial, ou Revolução Técnico-Científico Informacional, ficou conhecida pela era da informação, na qual tudo é de fácil acesso e está “na palma da mão”. Porém, os malefícios estão cada vez mais presentes, principalmente na área da saúde. Logo, com a chegada da tecnologia chega também a cibercondria e a automedicação, que consequentemente carregam falsos diagnósticos.

Primeiramente, caracterizada pelo termo infodemia, está dependência tecnológica da sociedade. Infelizmente, ao obter informações mais facilmente, a população despreza a necessidade de um médico, de realizar uma consulta, por exemplo. Ademais, ao recorrerem ao Dr. Google, dispensam também todo o preparo do profissional. Sendo assim, quanto mais pessoas recorrem a internet ao invés do consultório, menor será a procura por médicos e a profissão torna-se, de certo modo, desvalorizada.       Em segundo lugar, encontra-se os falsos diagnósticos, os quais são obtidos facilmente por meio da “web”. De acordo com o Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ), cerca de 79% dos brasileiros praticam a automedicação , ou seja grande parte das pessoas colocam a vida em risco constantemente. Dessa forma, apesar dos sites informativos estarem carregados de boas referências, a impessoalidade traz consigo análises errôneas e com isso perigo vital iminente.

Portanto, propõe-se que o governo, juntamente com o Ministério da Saúde, conscientize a população brasileira sobre os riscos que a medicação sem prescrição médica pode acarretar. Mais precisamente, por meio de campanhas televisivas e nas mídias sociais, divulgar abertamente sobre a importância do diagnóstico realizado pelo profissional da saúde. Dessa maneira, ao garantir um resultado mais preciso a população poderá também obter uma melhor qualidade de vida.