Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 23/09/2020
Segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Logo, desde a rápida circulação de notícias, até a praticidade nos afazeres do dia a dia, a influência tecnológica impactou diretamente o nosso cotidiano. Porém, mesmo com todos os benefícios, a facilidade no acesso à informações dentro do ambiente cibernético influenciou diretamente no crescimento dos casos de pessoas que se automedicam através de referências disponibilizadas na internet sem um acompanhamento profissional, impactando assim, no aumento da Cibercondria.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o medo excessivo de ter alguma doença, também conhecido como Cibercondria, tem uma influência direta com a facilidade de se obter informações dentro da internet, uma vez que a ocorrência de diagnósticos errados é mais comum quando não se tem opinião profissional. Por conseguinte, a comodidade de se autodiagnosticar sem precisar sair de casa, junto com o medo das pessoas de terem alguma doença grave resultou em quase 80% de brasileiros que tomam remédio por conta própria de acordo com o ICTQ.
Ademais, a falta de uma assistência de qualidade dentro dos hospitais das redes públicas brasileiras, e os altos preços de planos de saúde privados são fatores que justificam a quantidade de pessoas que optam por resolver seus problemas em buscas rápidas na internet.
Tendo em vista os fatores observados, conclui-se que a Cibercondria é um problema que precisa ser resolvido. Cabe ao Ministério da Saúde o investimento de uma maior parte das verbas em um atendimento gratuito e de maior qualidade. Através da tecnologia, seria possível a criação de softwares que atendam a comunidade pela da internet com profissionais qualificados capazes de diagnosticar a maioria dos casos por videochamadas para que, dessa maneira, a tecnologia se torne uma aliada no combate a automedicação e à Cibercondria, e consiga mover o mundo assim como foi dito por Steve Jobs .