Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 15/10/2020

“A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por toda as razões erradas”, diz o escritor Buckminster Fuller. Consoante a essa afirmação, a sociedade contemporânea deposita sua boa condição física e mental no mundo digital . Isso acontece em razão da alta demanda atual por desenvolvimento tecnológico. Consequentemente, há um aumento de casos de cibercondria no mundo.

Inicialmente , é imperioso destacar que a confiança humana entregue as redes de comunicação eleva a dependência tecnológica e a má influência na saúde física e mental da sociedade. Segundo dados da Universidade Federal do Espírito Santo , 1 em cada 4 adolescentes é dependente de internet . Tal fato deixa nítido que, é impossível esperar um futuro sem a presença do tecido digital no cotidiano , no  qual evidencia a necessidade de um uso consciente da web.

Com efeito, essa problemática desencadeia uma elevação no número de pacientes da internet , trocando consultas reais por virtuais. Na obra “ Memórias Póstumas de Brás Cubas ” , o autor Machado de Assis cria o “Emplasto Brás Cubas ”, fármaco capaz de curar a melancolia humana , uma solução viável para doenças como a hipocondria . Consoante a ficção, atualmente há indivíduos que consideram o google como um “Emplasto Brás Cubas ” capaz de resolver todos os problemas , mas de forma antagônica  o uso de medicamentos indevidos pode tornar o problema utópico em real.

Por conseguinte, o uso indevido das redes eleva os casos de cibercondria e urgem, portanto, medidas para combater esse impasse.Dessa forma, o Governo em parceria com o Sistema Único de Saúde(SUS) , deve propor campanhas em hospitais , por meio de palestras com profissionais capacitados que especifiquem a importância das consultas médicas para diagnósticos precisos e seguros.Além disso, a mídia deve contribuir na divulgação de campanhas que conscientize a população dessa problemática, visando mitigar a hipocondria digital.