Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/09/2020
A partir do século XX, com o início da Terceira Revolução Industrial, estabeleceu-se a presença dos meios tecnológicos na sociedade, e como resultado, diversos problemas e equívocos relacionados a esse meio. Na contemporaneidade, a assistência da internet cada vez mais presente na vida das pessoas e o fácil e barato acesso a esse recurso são causas do surgimento de doenças psicológicas ligadas a esse espaço. E por meio dessa realidade, se determinam diversos efeitos negativos e prejudiciais tanto para o convívio pessoal do indivíduo, quando para a vida em sociedade.
Em primeiro plano, vale debater que a cibercondria é segmento das pessoas obcecadas com seu estado de saúde que procuram a tecnologia e suas plataformas oferecidas para se consultar e acabam tendo um falso resultado. “Mais de 70% da população brasileira não tem um plano de saúde e na falta de acesso ao sistema, o brasileiro recorre muito a internet para solucionar seus problemas” diz Fabiana Kawahara, gerente de Insights e Analytics do Google Brasil, prova disso é o aumento das pesquisas ligadas à saúde, em que possuem um custo menor e são fáceis e rápidas de obter informações. Desse modo, doenças psicopatológicas ligadas ao espaço cibernético são decorrência da busca por conhecimento a saúde e que possui um desfecho inexato.
Somado a isso, é importante discutir que analisar os sintomas sem um especialista habituado e buscar obter conclusões na internet, faz com que uma simples ocorrência vire um grande problema. Segundo uma pesquisa realizada pelo Google - empresa multinacional - 26% dos brasileiros recorrem primeiro a essa plataforma quando se deparam com um problema de saúde, através desse número de pessoas que buscam a tecnologia antes de um profissional, se percebe que o resultado equivocado provoca o surgimento de depressão, insônia, ansiedade e causam obsessões desnecessárias no cidadão. Conclui-se dessa forma, que nem tudo o que está na internet é real, promovendo diversas consequências que causam a cibercondria.
Portanto, é necessário fazer as pessoas entenderem que é primordial procurar um médico antes de recorrer em pesquisas digitais. Por isso, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde, promover aulas de forma lúdica - para os alunos desde o Ensino Fundamental, até o Ensino Médio, e em conjunto com suas famílias – que incentivem o pensamento de que existem muitos equívocos presentes na internet e que é fundamental entender as consequências dos mesmos. Dessa maneira, o impacto das doenças cibernéticas será enfrentado de forma mais ativa. Só, então, haverá uma sociedade em que entende a importância de procurar profissionais especializados da saúde.