Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 21/09/2020

Em 1969, a internet foi criada com o objetivo de unir laboratórios de pesquisa. Entretanto, com passar dos anos ela sofreu avanços, e hoje é utilizada de diversas formas, em que uma delas é para o acesso à informação. Desse modo, como possui esse rápido alcance às notícias, indivíduos recorrem ao meio para saberem sobre questões de saúde, mas esse fato pode gerar problemas psicológicos.

De início, é importante ressaltar que muitos indivíduos têm internet. De acordo com a TIC Domicílios, cerca de 74% da população brasileira possui acesso à rede. Logo, essa obtenção é muito comum e ágil, o que faz as pessoas optarem por usar esse meio. Assim, quando essas sentem alguma dor ou sintomas, recorrem aos sites de pesquisas relatando o que vivenciam, em busca de diagnósticos, medicamentos e informações, acreditando em tudo que leem. Todavia, os conteúdos que indivíduos encontram não possuem tanta seriedade, pois não são como os profissionais da saúde, que dispõem de uma especialização e têm uma formação.

Em virtude dos fatos relatados, quando a pessoa informa-se sobre as manifestações que sente, acaba gerando preocupações desnecessárias, geralmente, em razão de achar que tudo que leu está acontecendo com ela, contudo, pode não ser isso. Segundo Renata Dias, psicóloga, o tempo destinado para a internet é aquele que não interferirá na qualidade de vida. Porém, isso não acontece com muitos, pelo fato da busca sobre as doenças virar algo remoto, levando ao prejuízo da saúde mental. Dessa forma, o indivíduo começa a ter um estresse, devido ao medo de possuir a doença relatada, o que pode gerar ansiedade e depressão também, por causa do próprio criar uma situação sem credibilidade no pensamento.

Portanto, para amenizar esses fatos causados pela cibercondria, cabe à mídia televisiva fazer propagandas, em horários nobres para ter um maior alcance, por meio de profissionais relatando sobre os prejuízos que uma pessoa pode ter, por recorrer à internet para saber sobre doenças, e que apenas devem acreditarem nos qualificados da área, para assim menos indivíduos fazerem buscas em sites para certificarem-se a respeito de sintomas. Já para as pessoas que desenvolveram problemas psicológicos por causa dessa prática, o Ministério da Saúde deve fazer programas, por via do Sistema Único de Saúde, com psicólogos realizando os tratamentos necessários, para que elas superem essas barreiras.