Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
A cibercondria está relacionado com a hipocondria ambos tratam da sensibilidade do sistema nervoso do individuo em relação a sua saúde habitual caso algo esteja diferente, levando-o a compulsão em pesquisar na internet por sintomas, doenças e soluções para resolver o mesmo, ocasionando então na ingestão de medicamentos sem a prescrição médica e uma grande preocupação perante o resultado da pesquisa por talvez ser pior o que realmente tem. Com isso é evidente que essa problemática tornou-se preocupante na sociedade contemporânea, e atrapalha na realização do bem-estar social. Nesse sentido, é preciso analisar como ansiedade, e a tecnologia contribuem para persistência dessa problemática na sociedade
Primeiramente, e valido destacar que, as pessoas que possuem ansiedade, são as mais comuns em se automedicar sem auxílio de um profissional da saúde, pois elas não conseguem esperar, e preferem achar a solução através de outros meios, como internet, ou até mesmo através opinião de pessoas, para especular qual doença, podendo agravar a situação do individuo Cibercondriaco como é chamado. Segundo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), a cada 10 brasileiros, 8 se automedicam sem prescrição médica, e que a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. Diante dos dados apresentados, fica claro que a sociedade brasileira precisa tomar ciência perante os riscos do automedicamento, e do grande número de pessoas que fazem parte desse péssimo habito.
Além disso, pode-se observar que o uso da internet está se mostrando cada vez mais intenso e evidente por indivíduos que acham que tem alguma doença, e preferem não sair de casa por comodismo para não enfrentar fila em hospitais, o que acaba criando uma dependência que pode gerar vários problemas, dentre eles a cibercondria, gerando outros problemas psicológicos como a ansiedade e o medo desnecessário, muitas vezes as pessoas se consultam pela internet e começam um tratamento para doença que elas nem apresentam de verdade. Ou sejam as pessoas não procuram ajuda profissional, ou às vezes preferem acreditar na internet, tornando-se um individuo cibercondríaco.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde, que tem como função assegurar, e garantir a proteção e recuperação da saúde da população, promova em locais públicos como praças, em ambientes escolares, até mesmo na internet e hospitais debates sobre os perigos da cibercondria com a ajuda de especialistas, e agentes de saúde que auxiliam na mudança comportamental do indivíduo, com objetivo de, alertar sobre questões de ansiedade, comodismo e os perigos da automedicação sem ajuda de um médico e, assim, construir uma sociedade que busca o atendimento médico em prol do se bem-estar.