Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Percebe-se que com a Revolução Tecnológica e a crianção da internet, houve uma maior facilidade para o acesso de informações variadas. Do mesmo modo que essas informações facilitam e tornam a vida das pessoas mais práticas, elas também podem ocasionar prejuízos. Inclusive se forem relacionadas a saúde, pois muitas pessoas utilizam sites não confiáveis para se autodiaguinosticarem e se automedicarem, assim acabam colocando suas vidas em risco. Desse modo com o objetivo de proteger a saúde dessas pessoas, medidas precisam ser tomadas.

De início, deve-se entender que a pessoa obcecada com a ideia de ter um problema médico grave, que não é diagnosticado pelo médico (é sim por ela mesma), é hipocondríaca, e quando é ultizada a Internet para esse autodiagnostico e consequentemente para a automedicação, ela é considerada uma pessoa que possui cibercondria (nome que une a modernidade com a hipocondria). O problema é que muitas infermidades possuem sintomas parecidos, inclusive doenças muito mais graves comparadas com a que o indivíduo realmente tem. Logo, na maioria das vezes o medicamento tomado pela pessoa não é o apropriado, o que pode gerar algum problema em sua saúde.  De acordo com uma pesquisa feita pelo Conselho Federal da Farmácia ,77% dos brasileiros se automedicam. E também o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de 2016, constatou que a intoxicação por medicamentos cresceu 20% em uma década no Brasil.

Além da facilidade que as pessoas têm de  conseguirem medicamentos, outro problema que desafia o tratamento da cibercondria no Brasil, é a comodidade que as pessoas tem de se automedicar e se autodiagnosticar. Uma vez que Planos de Saúde privados e tratamentos são de alto custo. Também, pessoas que  dependem da Saúde Pública muitas vezes têm que enfrentar filas para marcar consultas, esperar meses para ser atendida por algum médico especialista, esperar anos pelo resultado de algum exame. Em um levantamento feito pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, foi identificado que o tempo médio de espera para o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) é de 1 ano e 4 meses.

Em virtude dos fatos, pode-se perceber que medidas para um maior cuidado da Saúde da população brasileira precisam ser tomadas. Portanto o Ministério da Saúde, deve  juntamente com o Conselho Regional de Farmácias exigir receita médica para um maior número de medicamentos, por meio de uma reforma nas regras relacionadas a saúde, para que desse modo a automedicação diminua. Ademais, ele deve contratar para o SUS mais médicos especialistas, por exemplo psicológicos,  para tratar de pacientes que sofrem de cibercondria.