Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
De acordo com o filósofo critico Immanuel Kant, quem não sabe o que busca, não identifica o que acha, essa frase pode ser usada como parâmetro para o uso da internet nos dias atuais. A falta de precaução ao absorver as informações que a tecnologia oferece, acarreta situações estreitas como a doença da era digital, derivada da hipocondria, denominada Cibercondria. Observa-se que, a internet trata-se de um ambiente público, onde qualquer individuo pode usufruir e compartilhar o que desejar, como por exemplo, doenças e consultas com o “Doutor Google” originando assim problemática como automedicação que pode prosseguir a morte.
Primeiramente, segundo a pesquisa comandada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), cerca de 79% da população brasileira , maiores de 16 anos, admitem o costume de automedicação. Observa-se que, medicamentos com necessidade de prescrição médica são vendidos em muitas farmácias e virtualmente de forma ilegal, com isso, o consumo sem auxilio profissional pode originar problemas como vicio, overdose e morte. Ademais, de acordo com o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, do ponto de vista científico, não há diferença em um dependente de cocaína e um de remédios contendo anfetamina.
Congruentemente a isso, a fala do psiquiatra afirma o perigo do uso de medicamentos sem prescrição médica pois, o resultado no organismo humano é semelhante ao uso de entorpecentes. Com isso, confirma-se que, as mesmas fases do vicio e overdose que ocasiona morte para os usuários de ilícitos, repete-se para os usuários de medicamentos sem prescrição médica. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias farmacêuticas (Abifarma), cerca de 20 mil brasileiros morrem por ano pela automedicação, mostra-se assim que a automedicação é, atualmente, um problema de saúde pública que abrange muito mais que uma simples dor muscular, tratando-se de um grande risco a toda população que pode acarretar em mortes.
Diante do exposto, nota-se que a doença da era digital denominada Cibercondria é um assunto de extrema relevância e necessário de ser abordado. Com isso, cabe a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas, em junção com o poder executivo, fazer-se cumprir o art° 281 do Código Penal Brasileiro, por meio de fiscalizações rigorosas aos estabelecimentos farmacêuticos e meios digitais, que visa a pena de três meses a um ano de detenção para a venda, entrega ou fornecimento de medicamentos sem prescrição médica. Fazendo assim, com que a fala de Immanuel Kant não seja o reflexo da sociedade, e que com as leis, a segurança seja límpida e justa para todos os cidadãos e que a mesma esteja nas ruas, nas casas, na área digital e nos medicamentos.