Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 26/09/2020
O empresário Steve Jobs proferiu a seguinte frase “A tecnologia move o mundo”, isso demonstra o quanto a tecnologia é favorável para a sociedade. Por tanto alguns fatores acabam tornando em determinados pontos ela desfavorável, entre eles esta a cibercondria, doença associada a hipocondria, o que acarreta consequências negativas a saúde individual e ao âmbito coletivo.
É valido ressaltar em primeiro lugar que o mundo virtual ocasionou a formação de um mundo globalizado e digital, no qual se for preciso saber de algo basta alguns cliques. No entanto essa alternativa de pesquisa se tornou tão rápida quanto maléfica, caso seja usada de forma inadequada. Um dos maiores exemplos disso é a cibercondria, na qual o individuo ao invés de buscar ajuda médica recorre a internet quando apresentam algum problema de saúde. Dessa forma o cidadão digita os sintomas em sites de busca e acaba tendo varias abordagens sobre o problema de saúde e a forma de tratamento. Por tanto há uma grande chance de tais concepções estarem erradas ou inadequadas ao real caso do paciente, fato que para ter uma conclusão real de tal problema de saúde é necessário a execução de exames e do acompanhamento médico. Este ato está cada vez mais presente na atual realidade, gerando muitos impactos negativos à saúde humana.
Contudo sugestões de medicamentos ou tratamentos alternativos induzem as pessoas a obterem determinadas substâncias. simultâneo a isso, a compra e venda indefinida de remédios nas farmácias contribui para aumento do problema, pois, muitas vezes pílulas para gripe, dor de cabeça e até mesmo para vermes intestinais são vendidas sem nenhuma prescrição médica. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) apontou que 40,9% dos brasileiros usam a internet para consultar sintomas de doenças e se automedicar. Os dados revelam ainda que Vitória ocupa posição de destaque no ranking, sendo a segunda capital, junto com Salvador, com o maior número de pessoas que realizam autodiagnóstico na internet, com percentual de 59%. Tendo em vista essa pesquisa fica evidente que a proporção desse problema vem aumentando cada vez mais.
Portanto o uso da internet como meio de analise de doenças é um problema e precisa ser urgentemente solucionado. Dessa maneira, o Ministério da Saúde junto a mídia devem investir em mecanismos capazes de conscientizar a população, cuja finalidade será deixar claro os perigos associados à esse problema. Sendo assim, será possível reduzir consideravelmente o número de pessoas que usam os mecanismos de pesquisas sem o auxílio profissional e capacitado de médicos, enfermeiros ou farmacêuticos.