Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/09/2020
Os meios tecnológicos presentes na sociedade trouxeram o fácil e rápido acesso a todos os tipos de informação. Nesse sentido, por meio da internet usuários da rede procuram sanar dúvidas médicas, podendo chegar a um diagnóstico incorreto e um tratamento ineficiente sem a devida orientação profissional qualificada. Assim, atitudes como essas são conhecidas atualmente como cibercondria, ficando claro a necessidade de uma maior orientação para a sociedade a respeito desse problema.
Primeiramente, a doença da era digital surge do imediatismo e ingenuidade, visto que muito se confia em diagnósticos baseados em sites de pesquisa, ao invés da opinião de um profissional. Dessa forma, da mesma maneira que, na antiguidade, os gregos confiavam nas previsões e conselhos do oráculos, hoje as pessoas creem piamente nas orientações médicas dadas na internet.
De acordo com uma pesquisa do Conselho Federal de Farmácia, foi constatado que a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Nessa perspectiva, ao fazer o uso de medicamentos de maneira incorreta, as pessoas podem estar apenas resolvendo momentaneamente e escondendo algo mais grave. Além disso, de acordo com o físico Isaac Newton, “para toda ação existe uma reação”, então, a utilização incorreta de medicamentos, além de não curar definitivamente uma doença pode causar outras problemáticas.
Em síntese, as informações contidas nos meios comunicativos são informativas e, em caso de algum sintoma, a melhor opção é procurar um médico para realizar o diagnóstico e o tratamento correto. Portanto, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que incentive a procura de médicos e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde, sugerindo a comunidade criar o hábito de ingerir apenas remédios receitados e não utilizar a internet para serviços clínicos.