Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/09/2020
Remédios virtuais: risco cibernético
Cibercondria ou hipocondria digital é o comportamento relacionado a conclusões precipitadas direcionadas à saúde, a partir de buscas rápidas na internet. Caracterizada pela alta sensibilidade do sistema nervoso à tristeza e angustia, problema esse descrito no livro “Geração Superficial” do escritor norte-americano Nichollas Carr alegando que mesmo sendo um importante instrumento para a difusão de informações, também pode possui impactos prejudiciais a saúde mental do usuário.
Dados do G1 mostram que mais de 60% dos hospitais brasileiros estão sempre superlotados, sem leitos e faltam médicos. Corroborando com a ideia de consulta por métodos virtuais em diversas pessoas, aumentando casos de cibercondria, seguindo essa linha de pensamento foram apresentados dados do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade que a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros, dados visivelmente alarmantes.
Portanto, os indivíduos que sofrem deste transtorno estão submetidos a possíveis danos a saúde dada a automedicação sem acompanhamento médico e por problemas sociais derivados do medo compulsivo por informações, sem ou com pouco embasamento, vistas outrora em sites da internet afetando principalmente os mais jovens, de acordo com o Instituto de Pós-Graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico(ICTQ), cerca de 80% das pessoas acima de 16 anos praticam a automedicação.
Destarte, compete ao governo juntamente aos proprietários dos sites evitar que noticias relacionadas a instruções de medicação para evitar em partes a procura por medicamento. Incube também ao governo oferecer tratamentos de médicos especialistas nos postos de saúde. Assim como palestras em escolas e propagar com o auxilio de veículos de comunicação os perigos das automedicação, com o acompanhamento de doutores e para as escolas é cabível a oferta de ajuda psicológica.