Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/09/2020
A um click do diagnostico
A internet foi criada no período da Guerra Fria com o intuito de armazenar informações que poderiam ser perdidas em um possível ataque. Desde então, ela ganhou espaço e foi globalizada, sendo uma ferramenta amplamente utilizada nos dias atuais. Contudo, esse universo de facilidades trouxe consigo algumas preocupações, como a Cibercondria, que se trata da ansiedade induzida como resultante de buscas on-line relacionadas à saúde. Deste modo, o problema se tornou um vício e atua em diferentes pontos que passam desde os perigos da automedicação até o dano psicológico que o autodiagnóstico pode causar.
Segundo o filósofo Rousseau, o homem abre mão de sua liberdade para que o Estado o proteja. Nesse contexto, a insegurança gerada pelo fácil acesso a medicamentos sem prescrição, vai de acordo defendido pelo filósofo.O índice de brasileiros que buscam o Google como primeira fonte de informação em casos de problemas de saúde.São 26% que têm o mecanismo de busca como primeira opção, contra 35% que recorra a um médico. Dessa forma, o cenário se encontra preocupante, pois não é levado em conta a condição de saúde de cada indivíduo, a confirmação da enfermidade e nem a dosagem decente, podendo acarretar em danos severos à saúde da pessoa.
Além disso, um dano psicológico grave pode ser gerado devido ao autodiagnóstico, uma vez que várias enfermidades possuem sintomas parecidos. Com efeito, o acesso a informações que a internet proporciona ao indivíduo, possibilita o autodiagnóstico, sendo assim, algumas pessoas ficam obcecadas por pesquisar qualquer irregularidade física enfrentada e acabam por acreditar que possuem doenças, o problema consiste que nem sempre esses dados são corretos e podem causar danos incorrigíveis ao psicológico do indivíduo, caso ele acredite possuir uma distúrbio grave, quando pode ser uma enfermidade mais simples.
Logo, é necessário uma interferência do estado para preservar a saúde física e psicológica do seu cidadão. Compreender-se, portanto, que o Governo Federal deve restringir a venda de medicamentos sem o uso de determinação médica, por meio do Ministério da Saúde, assinar uma lei de modo a limitar o número de medicamentos que podem ser vendidos sem uso de regulamento e controlara os pontos de venda para cumprir a determinação, para assim minimizar o número de pessoas que realizam a automedicação. Além disso, o Ministério da Educação deve ainda criar e fiscalizar uma campanha sobre os perigos do autodiagnóstico, por meio de modelos informativos a serem distribuídas em centros de ensino de todo o país.