Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/09/2020
A internet foi criada na guerra fria, para fins militares e de pouco uso. Com o avanço da tecnologia a internet foi se atualizando cada dia mais, primeiro com um site de buscas, no qual existe uma gama de informações e a grande maioria da população tem acesso, até chegar nas redes sociais. No entanto, ao observar a cibercondria presente na era digital, percebe-se que o acesso de forma rápida e fácil em diversos sites de busca pode não ser apenas um aliado, já que o comodismo e a influência midiática coadunam-se para o agravamento desse entrave.
Isso ocorre, principalmente, devido o comodismo de uma maioria. Segundo Leonardo da Vince aqueles encontrados na escuridão dominados pelo comodismo e mentiras, a ignorância os cegam. Sob o mesmo ponto de vista, se encontram aquelas pessoas que por ter um rápido e fácil acesso a internet no conforto de sua casa, quando enfrentam algum sintoma relacionado á saúde, tiram suas próprias conclusões baseadas em sites de busca, não se atendo para a veracidade dos fatos e se automedicando, o que gera uma ansiedade desnecessária nas pessoas.
Ademais, a influência midiática agrava o problema. De acordo com uma pesquisa realizada pelo conselho federal de farmácia, a automedicação é feita por cerca de 77% dos brasileiros. Certamente, grande parte da população é influenciada por anúncios publicitários, os quais incentivam a compra de diversos produtos “milagrosos”, que muitas vezes resolvem os sintomas mais comuns e acabam sendo comprados ingenuamente buscando a cura, gerando frustração por não obter resultados prometidos.
Portanto, ao analisar os fatos acima mencionados, cabe ao ministério da educação(orgão do governo federal, responsável pelos assuntos educacionais) promover palestras por meio de professores de biologia, que incentivem os alunos a pesquisarem fontes confiáveis para utilizar tais medicamentos, para que assim diminua a ansiedade e a fustração que o mau uso desses gera. Cabe ainda o poder legislativo a criação de uma lei que proíba com multas, a venda de produtos enganosos, para amenizar o problema.