Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

Segundo o sociólogo Émile Durkhein, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, com várias partes integradas. Desse modo, para que haja coesão, é necessário que exista harmonia entre as partes. Contudo, no Brasil, atualmente, existe um grande entrave em relação à cibercondria. Esse quadro é fruto, principalmente, da ineficácia do governo em promover campanhas educacionais voltadas à população, e o fracasso do Estado em punir sites maléficos.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que, apesar de a Constituição garantir a educação direito social, não é o que se observa em muitos estados do país em relação à cibercondria. Isso porque o Estado que, segundo T.H.Marshall, tem a responsabilidade de dar aos seus cidadãos um mínimo de bem-estar e segurança econômica, não cumpre com seu papel. Logo, é mister afirmar que esse problema afeta a sociedade como um todo e, por isso, precisa se combatido.

Em segundo lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. Segundo a constituição, cabe ao estado promover o bem a todos, porém isso não ocorre quando o assunto é à sites maléficos que agravam a cibercondria. Isso ocorre porque o problema maior na legislação, em sentido lato, consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na pratica. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Portanto, pode-se inferir que a cibercondria é um entrave que carece de soluções. Desse modo, cabe ao poder legislativo, órgão responsavel pelas regras do pais, garantir a proteção da população contra os impactos negativos da cibercondria, por meio da criação de novas leis que filtrem e punam sites maliciosos que agravam o problem, afim de assegurar a integridade da sociedade. Só assim observa-se-á uma mudança nesse cenário.