Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 21/09/2020

Cibercondria é a busca excessiva por esclarecimento acerca de uma patologia ou uma possível patologia feita na internet. A partir disso, sendo a internet um local onde qualquer dado ou informação pode ser inserido faz com que os indivíduos acabem encontrando seus sintomas e possíveis medicamentos. Nesse sentido, a falta de hospitais e de profissionais nos postos de saúde, atrelado a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação que vão desde dependência até diversas psicopatologias, agem como impulsionadores desta problemática.

Em primeiro plano, a cibercultura revolucionou os padrões de comportamento acerca do acesso à saúde. Consoante dados do IBGE, apenas vinte e cinco por cento dos brasileiros possuem planos de saúde, muito embora setenta por cento deles detenham acesso à internet. Nesse contexto, a maioria da população depende de um sistema público de saúde ineficaz devido à sua alta demanda em hospitais, UPAs e postos de saúde - fato que põe em xeque a busca por um profissional para a resolução de doenças.

A busca pelos sintomas na internet leva os pacientes a chegarem aos consultórios médicos com uma ideia pré-determinada,isto é,chegam com a intenção de apenas confirmar suas suspeitas.Isso traz um sério problema,já que para corroborar suas opiniões será preciso realizar inúmeros exames,os quais na maioria das vezes são desnecessários.Além disso,muitas dessas suspeitas são formadas com informações duvidosas,dado que os indivíduos não verificam suas fontes de refêrencia.

É necessário que o Ministério da Saúde mostre o perigo da cibercondria na vida das pessoas, por meio de divulgações na mídia, na internet, nos ambientes de saúde e de trabalho, ofertando campanhas de consultas semanal, uma a cada mês, e remédios gratuitos a toda população. Além disso, o MEC deve criar nas escola palestras, para que do ambiente de ensino até em casa, a juventude veja o mal que essa doença traz a quem a procura.