Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
Na série “Dr. House” é retratado o médico Gregory House, que toma remédios adquiridos de forma fácil e ilegal na farmácia do hospital devido à sua influência. Análogo a essa temática abordada na série, no mundo não ficcional as pessoas conseguem remédios sem prescrição médica, ou seja, com o auxílio farmacêutico, surgindo assim a cibercondria, a doença da era digital pós-revolução industrial. Nesse sentido, fica clara a necessidade de uma maior orientação para a comunidade, assim como o cumprimento das leis existentes.
Primeiramente, vale evidenciar que a adequação ao acesso à internet para com a cibercondria está entre as causas do transtorno. Tendo em vista, que por meio de pesquisas na internet a população se autodiagnostica e se automedica. Normalmente a busca da automedicação é comum em pessoas ansiosas, pois elas têm dificuldades em lidar com a espera e buscam meios como a internet, e assim se automedica sem antes passar por um especialista da área, podendo omitir o problema e agravá-lo ainda mais.
Outrossim, os diagnósticos da internet não são confiáveis e falham na maioria das vezes. Isso ocorre devido ao mau uso de informações, que acabam por substituir uma consulta médica por uma busca na internet. De acordo com o físico inglês Isac Newton, “para toda ação existe uma reação”, então, a utilização incorreta de medicamentos, além de não curar definitivamente uma doença, pode causar outros ainda mais graves.
Em síntese, é mister que o Ministério da Saúde, crie campanhas que incentivem a procura de médicos e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde, sugerindo ao telespectador criar o hábito de ingerir apenas remédios receitados e não utilizar a internet para serviços clínicos. E elaborarem sites desenvolvidos por médicos, que contenham informações sobre saúde e tratamento de doenças. A fim de, diminuir a automedicação e construir uma sociedade que busca o atendimento médico em prol do seu bem-estar.