Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/09/2020
A revolução tecnológica trouxe o acesso fácil a informações como política, entretenimento saúde. A questão da saúde acaba se tornando prejudicial quando as pessoas começam a se autodiagnosticar através de uma simples pesquisa na internet - e acabam por se medicar sem conhecimento profissional.
Primeiramente, cerca de 40% da população brasileira fazem autodiagnósticos médicos pela internet, de acordo com os dados do Instituto de Ciência Tecnologia de Qualidade (ICTQ), em 2018. As “informações médicas” contidas no google são em grande parte distorcidas por uma simples dor de cabeça virar uma grave doença sem cura se pesquisado de maneira incorreta.
Segundamente, uma pesquisa realizada pelo Instituto de pós-graduação para profissionais farmacêuticos, no mesmo ano, afirma que a automedicação é praticada por cerca de 80% dos brasileiros maiores de 16 anos. Os mesmos acabam tendo uma preferencia por se diagnosticar online por ser mais rápido e pratico, além da possibilidade de não haver profissionais qualificados em certas cidades, sobretudo nas redes públicas de saúde (assim, optam por diagnostico online).
Portanto, o Ministério da Saúde deve elaborar sites desenvolvidos por especialistas na saúde, os quais tenham informações verídicas sobre doenças e sintomas. Além de diagnostico ao vivo, com médicos prontos pra atender online e indicar medicamentos para pacientes. Outrossim, deve -se promover palestras com especialistas da saúde para que se conscientize as pessoas sobre os riscos de se automedicar e pesquisar sintomas no google e em sites não confiáveis. Sempre visando o diagnostico presencial e com profissionais capacitados.