Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 21/09/2020

Com a Terceira Revolução Industrial, as pessoas utilizam cada vez mais a internet, que auxilia em muitas áreas e facilita diversos estudos. Entretanto, informações sobre doenças graves também são postadas e, com a sociedade cada vez mais dependente dessa nova tecnologia, acabam acreditando que sintomas de doenças comuns, são graves, o que as deixam mais ansiosas e até desacreditadas de diagnósticos médicos.

Em primeiro lugar, com a rotina corriqueira, as pessoas optam pela praticidade de achar diagnósticos para sua doenças no Google, por exemplo. Além disso, as filas enormes nos hospitais públicos e os altos preços por planos de saúde eficientes, também contribuem para o agravamento desse problema, como explica Fabiana Kawahara, gerente de Insights e Analytics do Google Brasil “Mais de 70% da população brasileira não tem plano de saúde, a maioria não tem acesso a dentista, mas essa população é sedenta por informação. A internet acaba sendo um dos únicos recursos para as classes C, D e E”.

Além disso, a ansiedade é uma das principais consequências dessas pesquisas equivocadas, para o Serviço Nacional de Saúde, a ansiedade sobre a saúde pode ser um problema, pelos recursos e pelo tempo que ocupa. Outrossim, a cibercondria também foi alvo de uma reportagem da BBC News em 2001, na qual foi denominada de “Síndrome da Pesquisa na Internet”. A notícia mostrou que os pacientes se consultavam online e, em seguida abordavam seu médico com uma ideia já pré-determinada sobre sua condição.

Torna-se evidente, portanto, que o Ministério da Saúde invista em recursos para que esse sistema seja acessível a todos e com boas condições clínicas e de infraestrutura, a fim de que as pessoas escolham ir aos hospitais ao invés de se autodiagnosticarem na internet. Por fim, a sociedade também deve fazer sua parte, sempre procurar um médico e evitar se automedicar para, somente assim, combater a cibercondria.