Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 26/09/2020
A hipocondria fazia-se presente antes mesmo da “era digital”, todavia, com o aumento de aparelhos eletrônicos de fácil acesso à ferramentas de busca, a mesma obteve aumento significativo. Isso aumentou os casos de automedicação, possibilitando assim a utilização de medicamentos equivocados, que ao invés de auxiliar o indivíduo, podem agravar e gerar problemas de saúde. Além disso, a agilidade e conforto estão a favor da cibercondria, pois as mesmas são um dos principais pontos que as pessoas usam, para pesquisarem seus sintomas no “Google”.
Por ser um tema pouco comentado em plataformas de grande massa, como: jornais e programas de televisão, a cibercondria vem evoluindo. Por exemplo, uma pesquisa datada em 2013 da “Pow Resarch” indicou que 35% dos americanos preferem autodiagnosticar-se via web, do que procurar um profissional capacitado. Outrossim, sabe-se que todo remédio têm suas consequências, podendo ser benéficas ou maléficas. O documentário “Take Your Pills” exemplifica esse fato, pois nele é demonstrado como o aumento do uso de medicamentos excessivos para os pacientes com TDAH (deficit de atenção) nos Estados Unidos vem causando problemas nessa minoria.
A qualidade de vida de um indivíduo “cibercondríaco” também é afetada nas questões mentais, pois os níveis de stress, dores de cabeça e ansiedade tendem a aumentar significativamente. Em 2008, após um estudo aprofundado sobre a doença da era digital, Ryen White e Eric Horvitz publicaram no jornal local, referindo-se a cibercondria como “O aumento infundado da preocupação sobre a sintomatologia, baseada na revisão dos resultados de pesquisa e literatura na Web”. Todo esse transtorno causado pela “hipocondria via internet” em alguns casos torna-se um ciclo vicioso, o que pode acarretar em agravamento ainda maior do estado de saúde do paciente.
Contudo, com o objetivo de diminuir os “autodiagnósticos” e melhorar a sanidade em geral, o “Ministério da Saúde” e o “Ministério da Ciência e Tecnologia” devem trabalhar juntos para que promovam para a população sites confiáveis e de fácil acesso, possibilitando assim uma melhoria na assertividade da enfermidade presente no paciente. Do mesmo modo, a OMS “Organização Mundial da Saúde” deve salientar, por meio de reuniões internacionais, sobre a importância de visitar um profissional especializado ao invés de autodiagnosticar-se, com o intuito de promover a melhoria na saúde dos indivíduos em geral.