Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/09/2020
Os avanços tecnológicos, que tiveram início na Terceira Revolução Industrial, facilitaram a busca pelo conhecimento. Pesquisar informações em um smartphone é mais fácil do que buscar um profissional ou um livro sobre o assunto. Essa facilidade, porém, pode prejudicar mais do que ajudar, uma vez que as informações na mídia podem ser facilmente manipuladas e amplas. Consultar um profissional, portanto, é de extrema importância, principalmente na área da saúde, a fim de adquirir diagnósticos promissores e iniciar tratamentos adequados.
Em primeiro momento, observa-se que, de acordo com a pesquisa realizada pelo ICTQ, 91% dos entrevistados entre 25 e 34 anos já tomaram remédios por conta própria. Esse dado mostra a seriedade da cibercondria, comportamento no qual os indivíduos se veem obcecados com o seu estado de saúde e acabam procurando repostas na internet, tomando decisões precipitadas, ao invés de procurarem médicos especializados.
Em segundo momento, percebe-se que muitas doenças podem ser evitadas e tratadas facilmente ao se fazer o acompanhamento médico e o tratamento correto. A busca por soluções na internet, porém, pode levar o indivíduo a pensar que possui outras doenças com os mesmos sintomas, prejudicando assim, a sua recuperação e podendo até mesmo piorar drasticamente o seu estado de saúde.
Cabe ao Ministério da Saúde, portanto, realizar campanhas que evidenciem os riscos apresentados ao se procurar diagnósticos médicos na internet. As campanhas devem ser lançadas na mídia e serem realizadas por meio de panfletos, cartazes e outdoors a fim de atingir o maior número de pessoas possível. É necessário, também, que o Ministério da Educação inclua aulas relacionadas a saúde na grade escolar. Essas aulas deverão ocorrer mensalmente através de profissionais capacitados, com foco na necessidade de prescrições médicas para o uso de medicamentos.