Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 21/09/2020
Muito se tem discutido, recentemente, acerca da cibercondria no Brasil, ou seja, cibercondria é quando uma determinada pessoa está com alguns sintomas no corpo, porém não sabe o que é e, em seguida, acaba por ir pesquisar no Google os sintomas e acredita no laudo, comprando o remédio sem a prescrição do médico e sem ir ao médico. Geralmente isso acontece por várias razões, por exemplo, não ter dinheiro o suficiente para pagar um médico. Contudo, essa ação pode levar o indivíduo a ter algumas consequências na saúde. Sendo assim, é necessário analisar os fenômenos socioculturais desse problema.
Em primeiro plano, é válido analisar que a cibercondria no Brasil, apesar de ser uma palavra nova para o vocabulário, já é uma realidade antiga no país. O Brasil, em geral, é um país em que a saúde é, de certa forma, mais barata comparada, por exemplo, com os EUA. Porém, as pessoas ainda continuam comprando remédios nas farmácias sem um laudo médico, acreditando no que a internet fala a respeito da saúde desse indivíduo, apenas para não gastar dinheiro. Além de que, mesmo “barato” a saúde no Brasil, nem todas as cidades tem um hospital bom para tratar o paciente e acaba por não adiantar nada ir até lá.
Paralelo a essa perspectiva, existem diversos problemas como consequência desse ato de acreditar no que a internet diz. Ao acreditar nisso, a pessoa pode ou não ter nada grave e a internet dizer que tem ou a pessoa ter algo grave e a internet dizer que não é nada, ou seja, a pessoa desenvolve um grande risco nas duas questões, pois em ambas, a pessoa vai se automedicar errado e o que ela não tinha, poderá ter e dificultar talvez um futuro possível tratamento ou até mesmo vir a falecer. Além de que, o médico irá pensar que mesmo fazendo de tudo para salvar uma vida, essas vidas estarão se matando aos poucos, isso porque estão confiando em uma plataforma não confiável.
Medidas, portanto, são necessárias para minimizar esse problema. Campanhas podem ser feitas, por meio da própria internet, pelos profissionais da saúde falando sobre esse grave problema de acreditar que a internet é um “médico” e que ele pode dar a causa dos sintomas do paciente. Em adição, palestras podem ser feitas também pelos profissionais da saúde, em espaços maiores ou ao ar livre, falando com pessoas que fazem esse tipo de ação, isso para abrir a mente dessas pessoas que esse tipo de ato é intolerável e pode acabar levando para as pessoas um grave risco de saúde e até levando a pessoa a morrer.