Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 21/09/2020

Na série “Dr. House”, é retratado o médico Gregory House, que toma remédios adquiridos de forma fácil e ilegal na farmácia do hospital devido a sua influência. Análogo a essa temática abordada na série, no mundo não ficcional as pessoas conseguem remédios sem prescrição médica e auxilio farmacêutico, principalmente em países subdesenvolvidos surgindo assim a cibercondria a doença da era digital pós-revolução industrial. Nesse sentido, fica clara a necessidade de uma maior orientação para a comunidade, assim como o cumprimento das leis existentes.

Em primeira análise, é claro que a internet deixou de ser um recurso meramente entretenimental e tornou-se um dos principais meios de consultas médicas irregulares no mundo. Em outras palavras, basta “dar um google” e o “diagnóstico” surgirá na tela do computador, como mágica. Entretanto, essa prática coloca em risco a saúde da população, uma vez que o laudo virtual está sujeito não somente à falta de procedência, mas também a erros que podem ser fatais para o paciente. Portanto, essas irresponsabilidades devem ser combatidas a todo custo, tanto pela própria sociedade quanto pelos governantes. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de pós-graduação para profissionais farmacêuticos, em 2018, afirma que a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros maiores de 16 anos.

Outrossim, leis quando cumpridas pelas instituições podem salvar muitas vidas. Todavia, elas não são praticas pelos cidadão e nem fiscalizadas para verificar a execução de forma verídica pelos estabelecimentos que vendem drogas na maioria das vezes sem a receita medica, levando o consumidor a não procurar ajuda de um especialista para tratar as enfermidades tomando como verdade o que foi pesquisado pelo Google. Portanto, o uso indiscriminado de substâncias sem prescrição como é retratado na séria “Dr. House”, não deve ocorrer na sociedade devido aos riscos que expõe o usuário ao utilizar dessa forma.

Dessa forma, a fim de contrariar os dados do ICTQ e diminuir a problemática, compete ao Poder Público, do âmbito municipal ao federal, criar, por intermédio de leis criadas pelo poder judiciário, instituições focalizada apenas em aconselhar medicamentos adequados com base nos sintomas dos pacientes, que serão acompanhados profissionalmente, e redirecionar verbas para hospitais públicos, o que facilitaria o atendimento ao paciente, com o propósito de tornar a população mais saudável. Ademais, cabe às escolas e famílias promover, por meio de encontros diários, debates acerca das consequências da automedicação, a fim de conscientizar seus descendentes para que casos preocupantes, como o da revolta, não venham a ocorrer.