Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
“Dr. House” é uma série que retrata um médico que tem acesso aos remédios do hospital em que trabalha de forma ilegal e fácil devido a sua influência. Trazendo para a realidade, no mundo não ficcional, através dos meios tecnológicos, as pessoas têm acesso a informações de remédios e os conseguem sem prescrição com o auxílio de farmacêuticos, contribuindo, assim, para a propagação da cibercondria, a doença da era digital. No entanto, é notório que a população necessita de uma conscientização sobre os perigos da automedicação e do cumprimento de leis.
Portanto, de acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, 79% da população brasileira praticam a automedicação, um número que só tende a crescer cada vez mais por causa do maior acesso à rede. É importante destacar que as informações encontradas na internet sobre determinadas doenças, sintomas ou medicamentos nem sempre estão corretas, causando prejuízos aos indivíduos que não procuram profissionais de qualidade. Nesse sentido, deve haver um maior controle ao acesso a conteúdos digitais sobre o autodiagnóstico.
Entretanto, quando as leis são cumpridas pelas instituições de saúde podem salvar muitas vidas e evitar complicações maiores como diagnósticos errados e intoxicação por excesso de medicamentos. Porém, elas não são praticadas pelos cidadãos e nem fiscalizadas pelos orgãos governamentais para a verificação de vendas de forma correta das farmácias, que na maioria dos casos vendem remédios sem receita médica, levando, cada vez mais, o consumidor deixar de procurar um profissional de qualidade e tomando como verdade o que foi encontrado no Google. Todavia, o uso indiscriminado de substâncias sem prescrição, como é retratado na séria “Dr. House”, não deve ocorrer na sociedade devido aos riscos que expõe o usuário ao utilizar dessa forma.
Para a minimização dos problemas apresentados, é necessário que o Ministério da Saúde crie, através de verbas do Governo Federal e parceria com as grandes emissoras, campanhas publicitárias que incentive a procura de médicos e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde, sugerindo aos telespectadores a criar hábitos de sempre consultar um médico para diagnósticos e medicações concretas, e dispensando a internet para serviços clínicos. Somente assim, será possível diminuir o índice da Cibercondria e os efeitos colaterais de drogas sem autorização de um especialista.