Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
Apesar de tantos benefícios que a internet proporciona, há também os malefícios, como o poder de influência que ela possui sobre as pessoas. Dentre os vários problemas que são causados por esse fator, é discutida a cibercondria, também chamada de fenômeno Dr. Google. Formada pela junção de ciber e hipocondria, essa patologia que surge com o advento da internet é caracterizada como uma doença psicopatológica na qual os indivíduos consultam através da internet o que está os afetando.
O grande problema é que ao invés das pessoas realizarem seus diagnósticos com profissionais e indo aos lugares certos, isto é, em centros de saúde, elas estão se autodiagnosticando em plataformas digitais não confiáveis. O fácil acesso a medicamentos no Brasil é um fator que ajuda a ampliar cada vez mais este problema. Uma pesquisa realizada pelo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) mostra que o índice de quem admite tomar remédio sem prescrição médica chega a 91% na faixa etária de 25 a 34 anos.
A automedicação pode parecer ser benéfica, no entanto pode trazer muitos riscos à própria saúde de quem a faz. Além de se autodiagnosticar, o indivíduo toma um remédio por conta própria, o que pode ter consequências sérias para o organismo e ainda complicar o problema. Além disso, o uso indiscriminado desses medicamentos pode produzir reações alérgicas, dependência e até morte.
Tendo em vista os problemas da doença psicopatológica denominada cibercondria, torna-se necessário que a OMS (Organização Mundial da Saúde) desenvolva uma espécie de plataforma na qual atenda um número maior de pessoas, o que facilitaria o acesso de todos a saúde, evitando que as pessoas recorressem a internet realizando autodiagnósticos. Além disso, o Estado deveria promover campanhas educativas alertando para os riscos da automedicação, cabendo aos cidadãos a buscarem hábitos saudáveis, usando os medicamentos como último recurso.