Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 21/09/2020

Na série “Dr. House”, é retratado o médico Gregory House, que toma remédios adquiridos de forma fácil e ilegal na farmácia do hospital devido a sua influência. Análogo a essa temática abordada na série, a problemática da cibercondria, prática que leva o indivíduo a realizar um autodiagnóstico da sua saúde com a ajuda da internet, lamentavelmente perceptível no cotidiano, instiga a sociedade a refletir sobre os desafios do combate à questão. Nesse sentido, é lícito afirmar que o Estado, com sua ineficiência administrativa, além da conduta imediatista de parte da sociedade moderna, colaboram para a perpetuação desse revés.

A priori, é importante destacara que, em função da falta de orientação sobre as novas tecnologias as famílias não sabem sobre os prejuízos quando essas são utilizadas de forma erronia para cuidar da saúde. Dessa forma, fica evidente que a taxa de 79% da população que pratica a automedicação -pesquisa do ICTQ-, só tende a crescer nos próximos anos devido ao maior acesso a rede mundial de computadores. Nesse sentido, deve ocorre um maior controle sobre o acesso a pesquisas na internet de acordo com os sintomas e um esclarecimento das autoridades sobre a forma de diagnosticar dos médicos que leva em conta muitos fatores.

Outrossim, leis quando cumpridas pelas instituições podem salvar muitas vidas. Todavia, elas não são praticas pelos cidadão e nem fiscalizadas para verificar a execução de forma verídica pelos estabelecimentos que vendem drogas na maioria das vezes sem a receita medica, levando o consumidor a não procurar ajuda de um especialista para tratar as enfermidades tomando como verdade o que foi pesquisado pelo Google. Portanto, o uso indiscriminado de substâncias sem prescrição como é retratado na séria “Dr. House”, não deve ocorrer na sociedade devido aos riscos que expõe o usuário ao utilizar dessa forma.

Faz-se evidente, portanto, que ações são necessárias para alterar essa conjuntura. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde, por meio de um Plano Nacional de Combate à Cibercondria, deve determinar a presença de médicos especialistas, como dermatologistas e ginecologistas, nos postos de saúde. Tal medida facilitará o acesso da população a esses profissionais e, consequentemente, reduzirá as buscas perigosas na web. Além disso, tal Plano deve prever a realização de atividades que ajudem no bem-estar em escolas e Universidades, como yoga, que reduzirão os níveis de stress. Somente assim será possível diminuir a automedicação, além de promover a área da saúde.