Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
Em primeiro lugar, é necessário compreender o que é a cibercondria. Tal termo tem origem nas palavras ciber e hipocondria, ou seja, é uma doença psicopatológica causada pelo excesso de preocupação com seu estado de saúde e é, nesse caso, agravada pelas buscas de diagnósticos para seus supostos sintomas na Web. A praticidade de se obter rápidos resultados apenas digitando esses sintomas, no lugar de aguardar para ter um atendimento médico oficial, é uma das principais causas da doença.
Um levantamento recente feito pelo Estadão, baseado em uma pesquisa do próprio Google sobre as buscas dos brasileiros relacionadas a saúde, revelou que 26% dos usuários recorrem primeiramente ao site e não a um especialista da área da saúde. É evidente que a maioria da população brasileira não possui um plano de saúde, porém o SUS (Sistema Único de Saúde) está disponível para todos e aos que não tem condições de pagar por um plano é o mais recomendado. As pessoas precisam estar cientes também, que boa parte do que está disponível na internet não é seguro, essencialmente no que diz respeito à saúde. Ademais, a hipocondria digital pode causar danos terríveis; começando pela automedicação (que pode fazer o efeito inverso caso a doença não seja a constatada pela pessoa) e podendo ir até mesmo ao suicídio, pois a doença pode causar crises de ansiedade e até mesmo a depressão.
É de suma importância, portanto, que o Ministério da Saúde promova campanhas de conscientização contra a cibercondria. Deve fazer isso através dos meios de comunicação, tendo como objetivo levar as pessoas a compreenderem que as informações disponíveis na internet não são confiáveis, e que sobretudo, não substituem as consultas ao médico. Além disso, pessoas próximas aos que sofrem desse distúrbio, ao notarem o desenvolvimento da doença, devem motivá-los a começar um tratamento psicológico.