Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

As mídias, tanto sociais, quanto televisivas têm mostrado com frequência que o Brasil tem enfrentado diversos problemas relacionados a Cibercondria. Em virtude disso, os principais fatores que contribuem para essa problemática são: a ineficiência administrativa do poder público, a ansiedade sobre a própria saúde, entre outros. Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa situação.

Em primeiro lugar, vale lembrar que é indiscutível que o poder público se omita frente ao agravamento da situação. Segundo a lei art. 196/1988 da Constituição Federal a saúde é direito de todos e dever do Estado. Porém, não é isso que se observa quando o assunto é a Cibercondria no Brasil. Destarte, com a dificuldade em realizar consultas no precário Sistema Único de Saúde, a população recorre à web para sanar dúvidas em fontes questionáveis e, ao realizarem um diagnóstico amador, colocam sua saúde em risco. Dessa forma, a internet amplia o já perigoso conceito de ‘‘automedicação’’ para algo tão nocivo quanto: a possibilidade de qualquer sujeito exercer o papel de um especialista da saúde.

Em segundo lugar,  não há dúvidas de que a postura ansiosa da sociedade contribui para o impasse. É nítido que a cibercondria é potencializada pelo ritmo veloz do mundo contemporâneo, que afeta vários aspectos da vida do indivíduo, entre eles, a forma como o mesmo lida com a própria saúde. Desse modo, por questões de falta de tempo ou até mesmo medo, o sujeito vê na internet uma saída rápida, uma espécie de consulta instantânea. Sob esse aspecto, Zygmunt Bauman diz: ‘‘A administração da vida afasta o homem da reflexão sobre o que é moral e saudável’’. Dessa maneira, constata-se que a vivência contemporânea deixa a desejar em qualidade de vida e autocuidado.

Dessa forma, é evidente a necessidade da tomada de medidas para combater esses hábitos e essas problemáticas. O Governo junto com o Ministério da Saúde deve instruir o Congresso Federal a criar uma lei que imponha que a venda de medicamentos em farmácias seja feita apenas com a apresentação de receita médica. Somado a isso, a mídia, deve alertar e informar ao público por meio de propagandas a importância do diagnóstico de doenças e a respectiva definição do tratamento dessas ser feito por médicos. Com isso, será possível diminuir a presença da cibercondria na cultura nacional e o Governo poderá honrar mais o direito constitucional à saúde de todos os cidadãos.