Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
Segundo uma pesquisa realizada pelo Estadão, um dos maiores jornais brasileiros publicado desde 1875, 26% da população do país recorrem primeiro à alguma plataforma de pesquisa digital ao se deparar com um problema de saúde, com o fácil acesso a informação na internet, as pessoas buscam primeiramente a essas plataformas, porém os dados encontrados nem sempre são de confiança ou compatíveis de fato com o diagnóstico do internauta, o problema é quando os indivíduos acreditam no resultado de sua pesquisa e não procuram um médico, ou até mesmo com a consulta, preferem crer em sua busca do que no resultado recebido pelo doutor.
A princípio, destaca-se a enorme confiança que os cidadãos têm em informações encontradas na internet, com uma pesquisa muita das vezes rápida e rasa. De acordo com um estudo realizado pela Microsoft, em 2008, os autodiagnósticos feito por buscas online levam habitualmente ao usuário a concluir que tem doenças mais graves do que realmente tem, crer nesses informes pode ser errôneo, principalmente se levar a decisão de se automedicar, e trazer diversos problemas que poderiam ser evitados com uma visita a um especialista.
Portanto, é necessário tomar medidas para a resolução dessa problemática. Logo o Ministério da Saúde, em conjunto com as plataformas de buscas digitais devem ressaltar na página de pesquisa de doenças a importância de procurar um médico, além de oferecer através do Sistema Único de Saúde (SUS) consultas online, para diagnóstico primário podendo encaminhar para consultas presenciais em casos mais graves. Com o acesso a um médico tão fácil quanto uma pesquisa na internet espera-se que as pessoas tenham um diagnóstico digno feito por profissionais. Dessa maneira a almeja se promover uma solução para esse enorme problema no Brasil, diminuindo os casos de cibercontria e facilitando o acesso a saúde de qualidade a todos.