Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

O mundo conheceu novos equipamentos ao longo do processo de industrialização, com destaques para os descobrimentos da Terceira Revolução Industrial, que possibilitou a expansão dos meios de comunicação e da tecnologia em inúmeros países. Entretanto, na atualidade, a má utilização dessas tecnologias contribui para a manipulação dos usuários, que é ocasionada devido à negligência governamental. E por isso, como consequência, surgiu à doença da era digital: a cibercondria, motivo pelo qual os usuários acabam se automedicando.

A priori, é necessário destacar que, apesar de a Constituição Federal Brasileira garantir o direito básico à saúde, não é o que se observa em muitos estados do país. Isso porque o Estado que, segundo o sociólogo britânico T. H. Marshall, tem a responsabilidade social de dar a seus cidadãos um mínimo bem-estar, não cumpre o seu papel. De acordo com dados oficiais, o governo congelou os gastos na área da saúde, isso juntamente com a falta de hospitais e de profissionais especializados nos postos de saúde - noticiada no G1 - faz com que as pessoas acabem optando pela busca da doença na internet, e se automedicam.

Ademais, é necessário destacar que a ineficácia das fiscalizações somada à facilidade ao acesso de diversos conteúdos, potencializam a cibercondria. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Então, o indivíduo se automedica, a partir de diagnósticos mal-interpretados, podendo dificultar o tratamento e maximizar a doença. De acordo com pesquisas feitas pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ITQ) automedicação com a ajuda da internet é praticada por 76,4% dos brasileiros, dados preocupantes - uma vez que, a seleção de antígenos mais resistentes podem provocar uma melhora temporária, mascarando a doença. Logo, é mister afirmar que esse problema afeta a sociedade como um todo e, por isso, precisa ser combatido.

Portanto, é imprescindível medidas para regulamentar as informações médicas na internet. Posto isso, o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina, por meio de verbas governamentais, devem disponibilizar sites que sejam confiáveis e conduzidos por profissionais da saúde. Para tal, é necessário a publicação de campanhas publicitárias nas redes sociais que enfatizem os perigos do mundo virtual e da automedicação - além do direcionamento para os sites oficiais. Desse modo, será possível reduzir os casos de cibercondria no Brasil.