Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2020
“Não é sinal de saúde e bem estar bem adaptado a uma sociedade doente.” - Disse, J. Krishnamurti, filosofo indiano. Cibercondria, entrou em vigor nos últimos tempos. Esse nome é um neologismo dos termos ciber e hipocondria, tem apresentado vários riscos a sociedade. A população, por falta de tempo tem procurado recursos rápidos para examinar-se e estão se automedicando através do google, apresentam seus sintomas e inicia um tratamento para a doença apresentada, sem a orientação de um profissional da saúde.
A automedicação é feita por cerca de 77% dos brasileiros. (Fonte: Conselho Federal de Farmácia). O governo por sua vez não está isento de culpa, os hospitais públicos estão cada vez mais cheios, nem todos os brasileiros tem o privilégio de possuir um plano de saúde e isso estimula a prática da cibercondria. Segundo a matéria do portal UOU de abril de 2018, 37% dos brasileiros que utilizam a rede já pesquisou sintomas e, como resultado, ter chegado a doença que já suspeitava ter adquirido no momento.
A tecnologia extremante avançada e a falta de tempo das pessoas tem se refletido nisso, a procura por meios práticos e rápidos de se examinarem. “De todas as doenças do espirito humano, a fúria de dominar é a mais terrível.”, disse, Voltaire, filósofo Francês.
Medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde precisa combater a cibercondria aumentando os dermatologistas, ginecologistas, neurologistas e psicólogos nas unidades de saúde. Assim a procura pela identificação da doença será menor na web, pois o acesso aos especialistas será mais fácil. E atividades como zumba, pilates e yoga deveriam ser proporcionados gratuitamente para aumentar a qualidade de vida e diminuir o estresse da sociedade através da atividade física.