Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 26/09/2020
A Terceira Revolução Industrial trouxe mudanças significativas para o campo tecnológico e para a sociedade, sobretudo, a facilidade em vincular e acessar diversas informações em qualquer momento e por qualquer pessoa. Entretanto, esse avanço mostrou lados negativos, como por exemplo o surgimento da Cibercondria: a doença da era digital. Logo, é preciso conhecer a fundo as causas e consequências dessa doença a fim de apresentar propostas plausíveis para diminuir sua influência na era digital.
É preciso entender que a cibercondria está fundamentada na facilidade de acesso a informações permitidas por meios digitais. O Jornal da Association for Computing Machinery’s Transactions on Information Systems (TOIS) referiu-se à cibercondria como “O aumento infundado da preocupação sobre a sintomatologia, baseada na revisão dos resultados de pesquisa e literatura na Web’’. Ao pesquisar sintomas na internet, a pessoa está sujeita a encontrar diagnósticos que maximizam o problema de saúde que ela carrega. Caso essa pessoa tenha tendência a hipocondria, doença que deu nome a cibercondria e que diz a respeito da preocupação compulsiva de seu estado de saúde, esse quadro se torna preocupante, pondo a saúde mental e física dessa em risco.
Uma das consequências preocupantes decorrentes da cibercondria e que possui um potencial extremamente prejudicial para quem o pratica é a automedicação. De acordo com pesquisas feitas pelo Instituto de Ciência Tecnologia e qualidade (ITQ), a automedicação com a ajuda da internet é praticada por 76,4% dos brasileiros. Ao pesquisar sintomas e encontrar um falso diagnóstico por conta própria, sem auxílio de um médico, a pessoa se sujeita a práticas de automedicação a fim de curar seus sintomas. É preciso ressaltar que o uso irracional de medicamentos pode agravar doenças, comprometer eficácia dos tratamentos, além de gerar risco de reações alérgicas, dependência e até mesmo morte.
Com base nos fatos apresentados, compreende-se que a cibercondria representa um perigo para a saúde e se mostra em um quadro preocupante. Como formas de mudar tal realidade, apresentam-se propostas plausíveis como um controle maior sobre informações vinculadas em sites voltados para saúde, procurando filtrá-las e apresentar fatos voltados a doenças com o intuito de conscientizar sobre a importância de um acompanhamento médico, cabendo ao Governo Federal e ao Ministério da Saúde a aplicação dessa, assim como promover debates em meios escolares ou universitários acerca dos perigos dos meios digitais e da automedicação, responsabilizando os Ministérios da Educação e Saúde, com apoio de especialistas nas áreas, visando diminuir a influencia da cibercondria na sociedade.