Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 26/09/2020

A hipocondria é um problema psicológico que faz as pessoas acreditarem que sempre estão doentes. Elas até apresentam alguns sintomas e muitas vezes se tratam. No entanto, elas não têm nada. Este é um mal antigo, que aparece em outra forma e com um novo nome: a cibercondria, chamada hipocondria da era digital.

A cibercondria afeta aqueles que se consultam compulsivamente pela Internet, que pensam que sofrem de diferentes condições e sintomas, e quando se deixam afetar pelo que leem, com certeza sofrerão de alguma dessas doenças. Devido à crença cega na Internet, as pessoas afetadas pela cibercondria costumam fazer auto diagnóstico e também auto tratamento com base no conteúdo exibido na tela. Como todo diagnóstico deve ser supervisionado por um médico e qualquer tratamento, esse fato pode ter consequências graves e efeitos adversos.

Embora a Internet seja uma boa fonte de informação, muito útil para outros problemas, e alguns ‘websites’ forneçam informações confiáveis ​​sobre saúde, é importante não usá-la como todas as soluções. É necessário perceber que a saúde é algo com que não se deve brincar, e os especialistas médicos devem verificar e diagnosticar doenças. De acordo com a pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), 79% dos brasileiros com mais de 16 anos se automedicam e a cada 10 brasileiros, 8 tomam remédio por conta própria. Portanto, é necessário educar os menores sobre isso e que todas as pessoas tenham conhecimento desse assunto, ao invés de confiar totalmente em tudo o que se lê na ‘internet’ e procurar um médico.

Dessa maneira, se faz necessária a ação do Governo juntamente ao Ministério da Saúde e Ministério da Educação implementando projetos em escolas preparando e informando crianças e jovens sobre os perigos que a cibercondria trazem, assim, os mesmos poderão transmitir os aprendizados adquiridos aos seus responsáveis e as pessoas ao redor. É importante também que o poder público invista em campanhas, através da própria ‘internet’, TVs, rádios e jornais, fazendo com que a informação se espalhe da melhor maneira conscientizando a todos sobre os perigos da automedicação.