Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

As mídias, tanto televisivas quanto sociais, carregam hoje uma responsabilidade enorme com relação ao modo de vida dos brasileiros, visto que a influência que exercem sobre a sociedade, como um todo, é cada vez maior. Entretanto, os efeitos colaterais, de tamanha influência, acarretam fatores como a Cibercondria, a ligação entre o medo excessivo de possuir algum sintoma ou doença e a tecnologia. Assim, seja por um imediatismo que plaina por todas as camadas sociais, seja pela falta de informação do usuário nesse meio, tal problemática cresce de forma silenciosa e urge uma solução.

A priori, a necessidade de informação rápida sobre determinado assunto, por parte do usuário, cresceu de forma alarmante desde o surgimento dos sites de pesquisa na internet. Isso porque é possível encontrar resposta para quase tudo em questão de segundos, quando se trata da World Wide Web, mesmo que, por muitas vezes, as respostas não sejam de fontes confiáveis. Dessa forma, sites relacionados à saúde e bem-estar, se tornam uma saída rápida para solucionar problemas médicos, tornando a automedicação uma realidade para quase 80% dos brasileiros, segundo o Instituto de Pós-Graduação Para Profissionais do Mercado Farmacêutico.

Nesse mesmo viés, as gerações que cresceram sem total influência da tecnologia, caem na crença de que toda informação contida no meio virtual é extremamente confiável, uma vez que está na internet. Nesse contexto, usar esse meio de comunicação como fonte para todo tipo de auxílio relacionado à quatões de saúde, faz-se inevitável. Sendo assim, resultados vindos diretamente de um profissional tornam-se cansativos, partindo do pretexto que ir ao consultório médico, por muitas vezes, é demorado e complexo quando comparado a resultados que podem ser obtidos em menos de cinco minutos. Por isso, a conscientização sobre o assunto deve ser direito de todos, para que problemas posteriores não aconteçam.

Conclui-se, portanto, que a fala popular sobre “se está na internet é verdade” tem seus perigos quando compreendida de forma literal. A partir disso, cabe aos sites especializados em contextos médicos garantir que o internauta compreenda que a informação encontrada na página pode não se aplicar diretamente a ele e não invalida a necessidade de um diagnóstico profissional. Tal garantia deve acontecer por meio de avisos por todo o site, de forma chamativa e que prenda a atenção do leitor,  a fim de garantir que seja dever do usuário contatar um profissional da área pesquisada e não se basear apenas no que é dito na internet. Só assim, a hipocondria cibernética será gradativamente escassa entre os cidadãos brasileiros.