Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/09/2020

As mídias, tanto televisivas como sociais, têm mostrado com frequência que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados a cibercondria: doença da era digital. Os principais fatores que contribuem para essa problemática são, demora para o atendimento em hospitais e a ingestão de medicamentos sem prescrição médica. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para combater o problema.

Em primeiro lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é a demora para o atendimento em hospitais. Isso porque o sistema de saúde pública (SUS) é o maior sistema universal, gratuito e público do mundo, mas que sofre diversas dificuldades para alcançar êxito em sua eficiência, como o atraso no atendimento dos pacientes. Dessa forma, verifica-se que segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha no estado de São Paulo, mais de 30% dos entrevistados estavam aguardando, pelo SUS, a marcação de uma consulta, a realização de algum procedimento ou tinham algum familiar nessa situação. Logo, muitas pessoas buscam informações fáceis pela internet e optam por um diagnóstico em sites e redes sociais em vez de procurar um profissional da saúde. Sendo assim, é inevitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Em segundo lugar, é importante destacar que a ingestão de medicamentos sem prescrição médica colabora de forma intensiva para o entrave. Isso acontece, principalmente, em virtude do indivíduo pesquisar por sintomas de doenças na internet. Exemplos disso podem ser encontrados nas informações obtidas pelo Instituto de pós-graduação para profissionais farmacêuticos, como por exemplo, os dados mostrado que, em 2018, automedicação é praticada por 79% dos brasileiros maiores de 16 anos. Nesse contexto, foi comprovado segundo o Site G1 no PSICOBLOG, que argumenta sobre o fato dos “Cibercondriacos” terem a compulsão em pesquisar medicamentos para eles, além disso muitas farmácias vendem remédios sem receita médicas, colaborando ainda mais para a automedicação. Sendo assim, esses fatores atuam em fluxo contínuo e favorecem na formação de problemas de dimensões cada vez maiores.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar a problemática. Nesse viés, cabe ao governo promover uma melhorara no atendimento dos hospitais públicos, por meio de investimentos e uma  boa administração de verba, para assim construir uma sociedade que busque um atendimento médico e não se automediquem, em prol do seu bem-estar. Somente assim, a partir dessas ações o problema será resolvido.